Síndrome metábolica em idosos: A importância do tratamento não-medicamentoso

A Síndrome Metabólica (SM) tem como característica um conjunto de fatores de risco, que associados, tais como: o aumento da circunferência abdominal, hipertensão arterial sistêmica, hiperglicemia, resistência insulínica e dislipidemia (1).   

 

O diagnóstico se dá quando o paciente apresenta três desses fatores de risco. A SM é um grand

e desafio para a Saúde Pública, por levar ao desenvolvimento de doenças/eventos cardiovasculares e diabetes mellitus e ser responsável por grande parte dos óbitos em todo o mundo (2).

 

No Brasil, em 2013 , em uma revisão sistemática , foram identificadas diferentes taxas de prevalência da SM em idosos que foi de uma média geral de 28,9 e 29,6% de acordo com critérios de definição da SM (3). É muito importante que existam medidas de controle de risco da SM na população idosa, pois são grupos de pacientes com maiores chances de desenvolver eventos cardiovasculares, porém, ainda há uma escassez de estudos com essa população (4), principalmente no Brasil.

 

A predisposição genética,  uma alimentação inadequada e o comportamento sedentário estão entre os principais fatores que contribuem para o surgimento da SM . Em idosos, um tratamento adequado associado a uma dieta adequada contribui positivamente para a recuperação desses pacientes, mas, infelizmente a adesão a esta mudança de estilo de vida ainda é muito baixa (5).

 

O tratamento não medicamentoso para SM de primeira escolha é justamente uma dieta adequada associada a exercícios físicos que contribuem na redução de peso, diminuindo a circunferência abdominal e a gordura visceral, melhorando a sensibilidade a insulina, reduzindo os níveis de glicose e prevenindo ou retardando o aparecimento de Diabetes Tipo 2 e contribuindo ainda para a redução da pressão arterial e nos níveis de triglicérides com aumento do HDL – Colesterol. Uma dieta equilibrada que componha carboidrato, fibras, gorduras, proteínas, vitaminas e minerais, associada a exercícios físicos é um grande passo para a melhora desses pacientes (6).

 

Sendo assim, é muito importante que o fisioterapeuta que trabalha em âmbito hospitalar, atendimentos domiciliares ou centros de reabilitação tenham conhecimento desse tratamento, para orientar seus pacientes que estão em condições clínicas decorrentes da SM de que mudanças no estilo de vida serão necessárias e também para melhor escolha do tratamento no que diz respeito aos exercícios físicos para melhoria e prevenção de futuras complicações.

 

Texto escrito pela Dra. Jéssica da Silva

Fisioterapeuta

Aluna da Pós-graduação em Fisioterapia Intensiva - FABIC

 

Referências Bibliográficas

1 – Coelho FAC, Moutinho MAE, Miranda VA, et.al. Associação da Síndrome Metabólica e seus componentes na Insuficiência Cardíaca encaminhada da Atenção Primária. Arq Bras Cardiologia 2007; 89(1) : 42-51.

2 – Silva JF, Freire JAP, Frota KMG, et. al. Fatores de Risco Cardiovascular e Prevalência de Síndrome Metabólica em Idosos. Rev Bras Promoção a Saúde, Fortaleza, 27(4): 477-484, out./dez., 2014.

3 – Vidigal FC, Bressan J, Babio N, et. al. Prevalence of Metabolic Syndrome in Brazilian Adults: a Systematic Review. BMC Public Health 2013, 13:1198 http://www.biomedcentral.com/1471-2458/13/1198.

4 – Rigo JC, Vieira JL, Dalacorte RR, et. al. Prevalência de Síndrome Metabólica em Idosos de uma Comunidade: Comparação entre Três Métodos Diagnósticos. Arq Bras Cardiologia 2009; 93(2): 85-91.

5 – Jacondino CB, Closs VE, Gomes I, et. al. Adesão à dieta por idosos com síndrome metabólica assistidos na Estratégia Saúde da Família: frequência e associação com Depressão.

6 – I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento de Síndrome Metabólica. Arq Bras de Cardiologia - Volume 84, Suplemento I, Abril 2005.

 

 

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